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As lições da escola de Obama
20/01/2009 - Opinião
 
   

Por Gilberto Dimenstein

Durante a campanha, Barack Obama se comprometeu a ajudar as escolas a premiar os bons professores, colocando mais dinheiro em seu bolso condicionado ao desempenho dos alunos. Serão premiados também aqueles que ajudarem, compartilhando suas experiências, professores mais novos. Haveria também mais recursos para atrair talentos para dar aulas nas regiões mais pobres. Isso significa que a gestão de Obama, nesse aspecto, pode ser útil ao Brasil.

Por ser identificado com a causa negra, Obama sabe que, entre as inúmeras ações que podem ser feitas nas escolas, uma delas é não aceitar o corporativismo, lutando para que os medíocres e relapsos não sejam igualados aos talentosos e esforçados. Por isso, ele também apoiou, em sua campanha, a disseminação de escolas públicas geridas pela comunidade --ou seja, o colégio continua sendo público, mas comandado por instituições sociais, comprometidas com metas.

Pela força dos Estados Unidos e pela capacidade que Obama vai ter de disseminar ideias, essas propostas de inclusão podem ajudar, e muito, os brasileiros que defendem mais transparência e rigor com os gastos educacionais, deixando a educação mais próximas da sociedade e das famílias do que dos governos e dos sindicatos.

Obama só venceu a eleição porque teve uma excelente educação, ao cursar universidades como Columbia e Harvard - ele sabe que a emancipação do pobre em geral e do negro e particular depende que se coloque a educação (e, portanto, o professor) em primeiro lugar.

O detalhamento das propostas de Obama está no meu site (www.dimenstein.com.br

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.

 
Fonte: Folha Online  
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